m a n d i o c a . l e l ê

Icono

Brasil en linea y San Pablo a toda hora: crónicas, personajes e historias de una ciudad que nunca para.

– “Moradores de rua”: estudio en varias ciudades

Un estudio efectuado por el “Ministerio de Desenvolvimento Social” Brasilero, divulga en esta semana, la gran cantidad de “”moradores de rua que existe en las principales ciudades brasileras. El caso que sigue es un perfil de crónico que no puede “salir” de la calle.

‘Não consigo mais viver de outro jeito’: Na vida na rua, perda de valores é comum

(Vitor Hugo Brandalise, SÃO PAULO)

O que há de pior em viver nas ruas? Luiz Leonel de Lima, de 45 anos, olha para o nada por 30 segundos, coça a barba, a cabeça e diz: “O pior… O pior é a chuva.” Morador de albergues e praças do centro de São Paulo desde 2003, após passar por Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), Salvador (BA) e Campo Grande (MS), ele vê a vida em termos práticos. “Já acostumei. Não sei mais viver de outro jeito.”

A desesperança de Leonel, segundo assistentes sociais, é comum entre pessoas que vivem na rua. “Eles geralmente chegam sadios às ruas. Mas, pouco tempo depois, ficam psicologicamente alterados, perdem todos os valores e referências”, afirma a coordenadora da Central de Atendimento Permanente de Emergência da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, Renata Ferreira. Em São Paulo, segundo a secretaria, há cerca de 13 mil pessoas nas ruas. A última pesquisa sobre o perfil deles foi feita em 2006 pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), com 631 entrevistados. Diferentemente da pesquisa do Ministério do Desenvolvimento Social, só foram ouvidos moradores dos albergues.

Há algumas conclusões semelhantes entre os estudos. Entre os entrevistados, 25% tinham ensino médio incompleto, 5% tinham superior incompleto e 2% completaram curso superior. Entre os que declararam possuir fonte de renda, 69% trabalhavam no setor informal e 5% tinham carteira assinada.

Leonel esteve nas duas estatísticas. Teve carteira assinada, em 1986, como auxiliar de servente de pedreiro em Jaú, interior de São Paulo. Mas não deixou de viver nas ruas. Um ano depois, perdeu o emprego e não voltou ao setor formal. “Vivo de bicos. Na ‘Não consigo mais viver de outro jeito’
Na vida na rua, perda de valores é comum

Vitor Hugo Brandalise, SÃO PAULO

O que há de pior em viver nas ruas? Luiz Leonel de Lima, de 45 anos, olha para o nada por 30 segundos, coça a barba, a cabeça e diz: “O pior… O pior é a chuva.” Morador de albergues e praças do centro de São Paulo desde 2003, após passar por Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), Salvador (BA) e Campo Grande (MS), ele vê a vida em termos práticos. “Já acostumei. Não sei mais viver de outro jeito.”

A desesperança de Leonel, segundo assistentes sociais, é comum entre pessoas que vivem na rua. “Eles geralmente chegam sadios às ruas. Mas, pouco tempo depois, ficam psicologicamente alterados, perdem todos os valores e referências”, afirma a coordenadora da Central de Atendimento Permanente de Emergência da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, Renata Ferreira. Em São Paulo, segundo a secretaria, há cerca de 13 mil pessoas nas ruas. A última pesquisa sobre o perfil deles foi feita em 2006 pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), com 631 entrevistados. Diferentemente da pesquisa do Ministério do Desenvolvimento Social, só foram ouvidos moradores dos albergues.

Há algumas conclusões semelhantes entre os estudos. Entre os entrevistados, 25% tinham ensino médio incompleto, 5% tinham superior incompleto e 2% completaram curso superior. Entre os que declararam possuir fonte de renda, 69% trabalhavam no setor informal e 5% tinham carteira assinada.

Leonel esteve nas duas estatísticas. Teve carteira assinada, em 1986, como auxiliar de servente de pedreiro em Jaú, interior de São Paulo. Mas não deixou de viver nas ruas. Um ano depois, perdeu o emprego e não voltou ao setor formal. “Vivo de bicos. Na semana passada consegui um bico em uma construção. Ganhei R$ 45 em dois dias. Vai dar para pagar o Bom Prato (refeição subsidiada pelo governo, a R$ 1) até a semana que vem”, diz, começando a se despedir. Ele levanta uma sacola plástica amarela. Dentro, um guarda-chuva rosa-choque, que encontrou na rua. “Vai chover. Não dá para se desprevenir.”
semana passada consegui um bico em uma construção. Ganhei R$ 45 em dois dias. Vai dar para pagar o Bom Prato (refeição subsidiada pelo governo, a R$ 1) até a semana que vem”, diz, começando a se despedir. Ele levanta uma sacola plástica amarela. Dentro, um guarda-chuva rosa-choque, que encontrou na rua. “Vai chover. Não dá para se desprevenir.”

Archivado en: cotidiano, problemas brasileros, , , , , , , , , ,

Responder

Introduce tus datos o haz clic en un icono para iniciar sesión:

Logo de WordPress.com

Estás comentando usando tu cuenta de WordPress.com. Cerrar sesión / Cambiar )

Imagen de Twitter

Estás comentando usando tu cuenta de Twitter. Cerrar sesión / Cambiar )

Foto de Facebook

Estás comentando usando tu cuenta de Facebook. Cerrar sesión / Cambiar )

Google+ photo

Estás comentando usando tu cuenta de Google+. Cerrar sesión / Cambiar )

Conectando a %s

:: busca por temática

:: lo mas visto

:: mandioca.lelê

:: Brasil y São Paulo en linea

A toda hora. Crónicas, personajes e historias de una ciudad que nunca para.

Ingrese su e-mail y reciba las notificaciones de nuevos posts via correo electrónico.

Únete a otros 144 seguidores

:: lo publicado mes a mes

:: los mas acesados

:: entradas

A %d blogueros les gusta esto: