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– La busqueda de un parto humanizado

Cuantas mujeres. Ud conoce que querían parto normal y fueron sometidas a cesárea? Este es un bello trabajo de Marcelo Nim y Luciana Benatti que sorprende a quien accesa las galerías de fotos de la Agencia Garrafa.Las imágenes hablan y el texto en portugues explica sus bella intenciones

A busca por um parto humanizado:Por Luciana Benatti

Quantas mulheres você conhece que queriam parto normal e foram submetidas a cesárea? Eu conheço várias. Entre elas, pessoas muito próximas e queridas.

Desde o início da gravidez, queríamos um parto normal. Mas, diante dos insucessos de tantas amigas, no fundo achava que seria mesmo difícil conseguir. Foi só no finalzinho da gestação, lá pelo sétimo mês, que a ficha começou a cair.

A iminência do parto e a experiência de uma grande amiga que tinha tudo para conseguir um lindo parto normal e acabou numa cesárea desnecessária me fizeram despertar do mundo de faz-de-conta em que vivia. Por sorte, deu tempo. Depois de uma troca de médico no oitavo mês de gestação, nosso filho Arthur nasceu num emocionante parto natural na água, sem anestesia nem intervenções.

O conto do parto normal

Meses depois, numa reunião do Gama – Grupo de Maternidade Ativa, onde aprendi muito do que hoje sei sobre parto -, ouvi de uma mulher grávida uma expressão que me marcou muito. Ela disse que havia caído duas vezes no “conto do parto normal”, ou seja, fora enganada por seu médico e tivera duas cesáreas desnecessárias. A expressão me pareceu perfeita para descrever o processo pelo qual tantas mulheres são levadas por seus obstetras a ter um parto cirúrgico não desejado, sem que haja sequer uma justificativa plausível do ponto de vista médico.

Falta de dilatação, cordão enrolado no pescoço, bebê muito grande, bacia muito estreita, gravidez que passou de 40 semanas, hemorróidas e até miopia são algumas das desculpas usadas pelos médicos para convencer as mães da necessidade da cirurgia. Isso sem falar naqueles que nem esperam a gravidez chegar ao fim e tiram o bebê antes do tempo com o argumento de que “já está pronto” e a mãe, cansada.

Valendo-se da fragilidade da mulher nesse momento delicado, em que ela está prestes a enfrentar o desconhecido, e abusando da confiança que lhe é depositada ao longo de uma relação de nove meses, o profissional encontra terreno fértil para aplicar o golpe, versão obstétrica do conto do vigário, verdadeiro estelionato praticado rotineiramente nas maternidades da rede de saúde privada brasileira, que confere ao setor um vergonhoso índice de cerca de 80% de cesáreas – quando o recomendado pela Organização Mundial da Saúde é de 15%.

E são as mulheres atendidas na rede privada, que pagam por um convênio médico e, por isso mesmo, pensam dispor do que há de melhor em termos de assistência médica, as vítimas mais freqüentes do golpe, já que no sistema público de saúde – sem entrar, por ora, no mérito da qualidade do atendimento prestado às parturientes – a proporção de cesáreas é menor: 26%. Bem mais próxima à de países como Holanda (14%), Estados Unidos (31%), México (34%) e Chile (40%).

O projeto do livro Parto Humanizado

Nossa vivência durante a gravidez, que culminou na experiência do parto humanizado, foi o que despertou o interesse pelo assunto e o amor pela causa, que estão na origem do projeto de um livro. Nossa idéia é apresentar aos leitores o parto humanizado, entendido como aquele no qual a mulher assume o papel de protagonista, ou seja, faz escolhas informadas, toma decisões em conjunto com os profissionais pelos quais é assistida e, acima de tudo, é respeitada.

A edição privilegiará a série de fotos feitas pelo fotojornalista Marcelo Min a partir do final de 2007, começando pelo nascimento de nosso filho Arthur, num lindo parto humanizado. Nos meses que se seguiram ao nascimento, mergulhamos juntos nas histórias de mulheres que confiaram no poder de seus corpos, em sua capacidade de parir naturalmente e, com coragem, assumiram o controle de seus partos. Parte desse trabalho você vê em primeira mão aqui em nosso site.

Emocionantes, as narrativas visuais desses partos formarão a espinha dorsal do livro, que terá ainda depoimentos, explicações e argumentos técnicos em favor do parto normal. Diante dos elevados índices de cesáreas do nosso país, onde o parto cirúrgico se tornou uma quase unanimidade entre médicos, hospitais e convênios, o projeto pretende mostrar que uma outra visão do parto é possível. E desejável.

 

Archivado en: comportamiento, Imagen, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

2 Responses

  1. Eliade dice:

    Me gustaria recibir subsiguientes por correo. Gracia,Eliade.

  2. Eliade dice:

    Soy grato por recibir estes comentarios. Me gustaria recibir mas subsiguientes sobre partos naturales. Grato.

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