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Brasil en linea y San Pablo a toda hora: crónicas, personajes e historias de una ciudad que nunca para.

Marisa Monte y un vilarello muy particular.

Sebastian Salgado nos influencia a todos. Profundamente, nos abre las sensibilidades a las vulnerabilidades, y fragilidades del mundo global. Sus fotografías económicas, literal y semánticamente, están en cada cuadro de este trabajo de Marisa Monte. Ese es el concepto: mostrar lo que realmente somos: una raza descolada por el lucro y deshabitada de compasión. Que fuerte que es la vida en este planeta! La vida no puede pasar ignorando la invisivilidad de los invisibles. Lávese los dientes con globalidad y seque su sangre con papel higiénico… que terrible sensibilidad!!

   

Vilarejo

Composição: Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes

Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão

Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá

Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real

Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa

Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar

Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção

Tem um verdadeiro amor
Para quando você for

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– Sábado en la mañana: vamos al toque de la Contemporánea.

LLegar a São Paulo y no ir a Contemporánea, es una infidelidad. Es como no comer un sandwich de mortadela en la Av. Ipiranga y São Joao. Es como no comprar un perfume en el Boticario o una camiseta en la BR-101. Un sacrilegio, un batuque dado vuelta.

La nata y la manteca del choro y e samba están en la Contemporanea. Un lugarcito, chiquito y lleno de viejitos en el fondo de un negocio de ventas de instrumentos. Al lado del Instituto Tom Jobim y frente al café homónimo.  En el número 46 de la Rua General Osório, a dos cuadras de la Sala São Paulo (Barrio Luz) toditos los sábados hay lingui lingue de bandolinos y matracas de pandeiros. Una muestra es esta “Choro de la 3”, ejecutando “Escorregando” de Ernesto Nazareth

Na melhor tradição dos chorões do começo do século, os bambas de São Paulo reúnem-se nos fundos de uma loja de instrumentos, localizada na chamada “Boca do Lixo” paulistana, e fazem a melhor roda de choro destas plagas.  Na base da espontaneidade e do improviso, como não podia deixar de ser, o choro come solto nas manhãs de sábado, a partir das 10hs, até quando fecha a loja, lá pelas 14hs. Aí, dependendo da disposição dos músicos e agregados, a coisa continua no botequim em frente, com choro, samba e seresta até quando Deus quiser.
Na roda chega quem quiser, ou melhor, quem puder, pois pode ter que se medir com gente do tamanho de Carlos Poyares, Luizinho 7 Cordas, Arnaldinho do Cavaco, Isaías Bueno de Almeida, João Macacão, entre outras tantas feras que batem ponto por lá. O pessoal do Rio também gosta de aparecer, como Ronaldo do Bandolim ( Época de Ouro e Trio Madeira Brasil ), Pedro Amorin e o grande César Faria.  Na casa, ninguém paga nada pra se espremer num cubículo hoje em dia devidamente isolado e curtir espetáculos de rara beleza, com som totalmente acústico. E ainda pode dar sorte de ser dia do Murilão estar disposto a fazer o seu aclamado caldo de mocotó, pra preparar o o espírito ( e o fígado ) da galera.
Claro que a qualidade da roda varia bastante, em função dos músicos que resolvem dar as caras em cada sábado, o que torna difícil uma avaliação taxativa. Se não der muita sorte da primeira vez, insista. Não dá para se arrepender.

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– Paulinho da Viola y la “Vieja Guardia” de Portela

La relación entre Paulinho da Viola y la vieja guardia de Portela es íntima, es visceral. Del codumental de Paulinho estos cuatro momentos son una ilustración de ese profundo “instituto del samba popular”

 

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